O Ribeirão Piçarrão, também conhecido como Córrego do Piçarrão, é um curso d'água da cidade de Campinas, cujos afluentes se localizam no interior da cidade, até desaguar no rio Capivari. Sua nascente localiza-se próxima ao Cemitério da Saudade[1], atravessando uma área altamente urbanizada em seu alto e médio cursos, para depois passar por áreas de urbanização mais recente nas partes mais próximas à foz. Na área do Piçarrão estão 23 bairros e vivem cerca de 200.000 habitantes[2], pouco mais de 19% da população do município.
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Rio
Piçarrão
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Nascente
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21 km
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561 m
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País(es)
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ANTES DA DESPOLUIÇÃO
Fonte:
Correio Popular, repórter Henrique Nunes.
A cada
passo, lodo, entulho, esgoto e animais mortos se misturam à água que ainda
serve de alimento para uma desinformada população de pássaros — garças, corruíras,
anus, lavadeiras, saracuras, quero-queros, corujas, andorinhas e, claro, pombas
e morcegos a perder de vista. A natureza se esconde e sobrevive como pode nos
pouco mais de sete quilômetros de extensão do Piçarrão. O córrego estreito de
águas cristalinas, que outrora serviu de alento e subsistência para uma cidade
então estritamente rural, hoje reflete apenas o descaso de mais meio século de
degradação.
Nem a
imponente Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Piçarrão, inaugurada em 2004
com a promessa de ampliar a vazão e reduzir os riscos de enchente, consegue
amenizar os efeitos do lixo produzido por mais de 200 mil pessoas divididas em
23 bairros que se ergueram à beira de suas margens. Na maior parte dos sete
quilômetros, canteiros, praças, ruas e tubulações escondem o fluxo fétido de
toneladas de dejetos jogados a esmo por indústrias e residências diariamente.
Embora tenha havido um esforço esporádico para recuperá-lo em promessas de cada
nova administração da cidade, o Piçarrão só se parece mesmo com um córrego
quando a população toma à frente e diminui os impactos da poluição.
Fonte:
Correio Popular, repórter Henrique Nunes.
DEPOIS
DA DESPOLUIÇÃO
Mesmo após a despoluição,
ainda é fácil encontrar sujeira as margens do rio, infelizmente alguns
moradores descartam lixo em suas proximidades e com as chuvas e o vento esses
detritos são arrastados para ele. Mas ainda existe esperança, moradores dos bairros
realizaram limpeza em uma parte da margem do rio e fizeram o plantio de arvores
no local que também tem um pequeno campo de futebol e agora funciona como área
de lazer para os todos.
Lixo encontrado as margens
do ribeirão.
Local onde moradores
realizaram a limpeza e plantio de arvores as margens do rio.
Hoje, ao contrário de
outrora, o rio volta a ter vida, há plantas, peixes, além de uma fauna e flora
diversificada. Vale a pena ir ver tal beleza.
Sabemos que ainda está
distante uma despoluição completa, mais para nós moradores das proximidades do
rio, principalmente os mais antigos, é possível se alegrar e ver que ainda há
esperança.
Mas não podemos deixar de
fazer nossa parte, agindo com a nobreza que o rio espera de nós. Vamos levar
nossos Pais e filhos para presenciar esta dádiva de Deus.
Porém, não esqueçamos
que somos todos responsáveis pela preservação do meio ambiente.